O primeiro alcaide de Porto de Mós ficou reconhecido pela sua bravura na defesa do castelo da vila. Luís de Camões chegou mesmo a conceder-lhe alguns versos n' Os Lusíadas. O cavaleiro tornou-se também lendário ao protagonizar o milagre de Nossa Senhora da Nazaré.
D. Fuas Roupinho é elogiado enquanto bravo cavaleiro nos versos de Camões (Canto VIII). O Alcaide do castelo de Porto de Mós tornou-se importante devido à sua participação na defesa da região, mas também por ter sido o protagonista do milagre de Nossa Senhora da Nazaré.
Conta a história que D. Fuas andava a caçar pela zona da Nazaré, como fazia habitualmente, quando se deparou com um veado e resolveu persegui-lo. Distraído na sua aventura, o cavaleiro não reparou que se aproximava do penhasco onde está actualmente o Sítio da Nazaré.
Ao ver-se à beira da ravina, D. Fuas apelou a Nossa Senhora da Nazaré e, de imediato, o cavalo ficou paralisado com as patas agarradas ao chão. Tendo sido salvo pela Nossa Senhora, o alcaide de Porto de Mós, ordenou que ali se construísse uma capela na qual seria colocada uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré. A imagem tinha vindo de Espanha em 713 e encontrava-se numa gruta desde então, até ter sido descoberta em 1179.
Actualmente, nas rochas do Sítio da Nazaré, encontram-se as marcas das ferraduras do cavalo de D. Fuas Roupinho.